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O custo energético variável da secagem é a soma de cada recurso medido no ciclo multiplicado pelo custo variável da mesma unidade faturada. Na secadora elétrica, use kWh × R$/kWh aplicável. Na secadora a gás, some combustível medido × preço por m³ ou kg e a eletricidade de motor, ventilação e controles. Registre carga, umidade de entrada, programa e resultado de secagem; potência nominal e duração, sozinhas, não comprovam consumo. Despesas fixas e outros custos do serviço ficam em linhas separadas.
Conheça as marcas e o papel da SPL
Entenda o papel da SPL e as alternativas para estruturar sua lavanderia.
Potência e consumo são grandezas diferentes
Para saber quanto custa uma secagem, use a energia ou o combustível efetivamente consumido. A potência nominal, indicada em quilowatts (kW), descreve a potência elétrica do equipamento em uma condição especificada. O consumo de eletricidade é uma quantidade acumulada de energia, registrada em quilowatt-hora (kWh). Como explica o Ministério de Minas e Energia, potência e tempo de uso se combinam para formar o consumo, mas a potência do aparelho não informa quanto tempo nem em que nível ele operou ao longo de uma secagem.
Uma conta como “6 kW × 1 hora = 6 kWh” só descreve esse consumo se a carga tiver permanecido exatamente em 6 kW por toda a hora. Um programa selecionado para 60 minutos não prova isso: aquecimento, pausas, controle automático, abertura de porta e término antecipado podem alterar a energia registrada. A duração exibida também pode não coincidir com o tempo real.
Portanto, não transforme potência de placa em consumo por ciclo. Para o custo de um ciclo específico, obtenha a diferença entre as leituras de um medidor de energia antes e depois da secagem, ou use um instrumento adequado que registre kWh. O resultado corresponde ao circuito medido; se ele também alimentar iluminação, outra máquina ou controles externos, esse consumo pode contaminar a conta.
A discussão específica sobre ficha e potência de equipamentos Speed Queen está em Por que potência nominal não é consumo por ciclo da Speed Queen. Aqui o objetivo é calcular o custo a partir da medição.
Como medir kWh por ciclo de secagem
O método mais claro é acompanhar uma secadora por vez em um circuito dedicado. Um profissional qualificado deve verificar a instalação do medidor e se sua capacidade, tensão e número de fases correspondem à placa da máquina. Não abra o quadro elétrico para fazer a medição. Anote o identificador do equipamento, a unidade do visor, a data, o programa e se a carga terminou normalmente.
- Registre a leitura acumulada em kWh imediatamente antes de iniciar o ciclo.
- Rode o programa até o fim sem zerar o medidor; anote se houve pausa, abertura da porta ou interrupção.
- Registre a leitura final assim que terminar. Subtraia a leitura inicial da final.
- Repita em vários ciclos representativos e mantenha cada observação individual; não descarte ciclos atípicos sem anotar o motivo.
Fórmula: consumo do ciclo (kWh) = leitura final (kWh) − leitura inicial (kWh). Se um medidor acumular 1.284,6 kWh antes do programa e 1.288,9 kWh depois, o delta é 4,3 kWh. Esses valores são apenas um exemplo didático de leitura, não uma referência de consumo de secadora.
Uma medição real por ciclo mostra variações de carga, tecido, umidade de entrada, programa e intervenção do cliente. Registre essas condições quando forem observáveis, porque “um ciclo” pode não representar o mesmo trabalho em todas as lojas. Se o ciclo for interrompido e retomado, defina um limite consistente para contabilizar a mesma sequência; não compare uma tentativa parcial com um ciclo completo como se fossem equivalentes.
Para estimar um valor operacional médio, calcule a média aritmética de vários ciclos comparáveis para projetar gasto total; a mediana pode complementar a análise como ciclo central, mas não substitui a média na projeção. Informe o número observado, o período e o critério de seleção. O agregado semanal do medidor pode servir para conferência, mas dividir o total semanal apenas pelo número de ciclos só funciona se o medidor estiver isolado para a secadora e os ciclos forem contados no mesmo intervalo. Identifique consumo em espera, testes e tentativas interrompidas: incluí-los no total dividido por ciclos vendidos produz um custo médio operacional, não a medição de cada programa completo.
Qual preço de energia usar na conta elétrica
O segundo dado é o preço variável aplicável àquela unidade consumidora e àquele período. Comece pela fatura da loja: confira a distribuidora, grupo e modalidade tarifária, postos horários se houver, consumo faturado e itens cobrados por kWh. Uma lavanderia pode ter tarifa convencional, horária ou estrutura com cobrança de demanda, conforme seu enquadramento. A ANEEL descreve as modalidades tarifárias e diferencia tarifas de consumo e de demanda para unidades do Grupo A.
Não copie um valor genérico da internet como se fosse o preço final da sua conta. O ranking da ANEEL informa tarifas homologadas em R$/kWh, mas esclarece que elas não incluem todos os tributos e demais elementos faturados, como ICMS, PIS/Cofins, contribuição de iluminação pública e adicional de bandeira. A própria página de tarifas e indicadores da ANEEL descreve esse limite. A bandeira tarifária pode acrescentar valor por kWh; confira a aplicável no mês e não reutilize um adicional de outro período.
Para estimar o custo variável de energia do ciclo, multiplique o delta de kWh pela parcela variável efetiva por kWh aplicável à faixa horária e à fatura da unidade. Quando impostos ou bandeiras incidirem sobre o consumo, inclua-os de acordo com os itens da própria conta e o método contábil da empresa. Se o estabelecimento usa tarifa horária, anote quando a máquina operou e aplique o preço do posto correspondente; se o ciclo atravessou postos, divida a energia por intervalo, caso o medidor permita, ou sinalize que o cálculo é aproximado.
Exemplo didático: 4,3 kWh medidos × R$ 0,90/kWh de custo variável assumido = R$ 3,87 de energia por ciclo. Tanto o consumo como o preço unitário deste exemplo são hipotéticos, apenas para demonstrar a multiplicação. Substitua o preço pelo valor pertinente à sua fatura atual; esse resultado não inclui por si só demanda, iluminação pública ou outros valores fixos.
Como calcular quando a secadora usa gás
Em uma secadora a gás, use a quantidade do combustível medida no intervalo do ciclo e o preço pago pela mesma unidade. Se a medição for em metros cúbicos, a conta é: m³ consumidos no ciclo × custo variável em R$/m³. Se o fornecedor faturar energia em outra unidade, como kWh, mantenha a unidade da fatura e converta apenas com um fator documentado pelo fornecedor ou regulador. Não aplique um poder calorífico genérico: a composição e as condições de medição do gás podem importar; a ANP inclui o poder calorífico superior entre as características reguladas do gás natural.
Uma medição individual ou temporária exige equipamento compatível e instalação segura por profissional habilitado. Se só houver medidor compartilhado com aquecedor, cozinha ou outra secadora, a diferença de leitura naquele período representa todos os usos conectados; não atribua o total a uma única máquina. Uma alternativa para uma janela curta é isolar os demais usos, se isso puder ser feito com segurança e sem interromper exigências da operação. Se não puder, declare que o número é conjunto e não um consumo individual por ciclo.
Também é possível calcular consumo médio por ciclo em um intervalo: diferença de leitura do combustível dividida pelo número de ciclos elegíveis realizados pela máquina no mesmo intervalo. Registre leituras de início e fim, período, contagem de ciclos e eventos que alterem a operação. Esse quociente não revela o consumo de um ciclo isolado e fica distorcido quando outras cargas usam o mesmo medidor.
Para GLP comprado em recipiente, o custo por ciclo depende da quantidade consumida, não apenas do preço de compra do recipiente. Uma medição gravimétrica requer método estável e compatível com o sistema, sem manipular conexões ou componentes pressurizados. A ANP publica levantamento de preços do GLP por unidade comercial, mas esses dados representam preços observados de venda e não substituem o preço, a quantidade efetivamente consumida e as condições da compra da lavanderia. Para gás natural canalizado, tarifa e estrutura variam por concessionária, categoria e faixa; a página da Comgás, por exemplo, separa segmentos e informa atualização regulatória. Use a fatura local como referência, sem extrapolar sua tabela para o Brasil inteiro.
Some a eletricidade auxiliar ao combustível. Uma secadora com aquecimento a gás também pode consumir eletricidade no motor, ventilação e controles. Meça os dois recursos na mesma fronteira: custo energético = (gás medido × preço na unidade faturada) + (kWh medidos × custo variável do kWh). Se a ventilação tiver circuito externo, contabilize a parcela atribuível ao ensaio sem duplicá-la no rateio da loja. Não compare apenas gás com o consumo elétrico total de outra máquina.
A ficha oficial Alliance das famílias STEWXA/STGWXA, por exemplo, lista motorização elétrica e requisitos elétricos junto das alternativas de aquecimento. Ela sustenta a necessidade de considerar ambas as fontes na configuração a gás, mas não fornece aqui uma medição de consumo nem valida o equipamento de uma compra específica.
Separe custo variável por ciclo de custo total da operação
O custo variável calculado acima responde: “quanto de energia ou combustível foi associado a este ciclo, ao preço da unidade consumidora?”. Ele não responde sozinho quanto custa manter a loja aberta ou quanto do valor da fatura deve ser atribuído a cada secagem. Energia em espera, iluminação, ventilação, sistema de pagamento e outros equipamentos também podem aparecer na conta do estabelecimento.
Para enxergar a fatura como um todo, pode-se calcular um custo médio faturado: valor de energia relacionado à operação no período ÷ kWh medidos no mesmo período. Esse número médio pode incluir itens que não variam proporcionalmente com o ciclo, como parcelas fixas e demanda contratada ou medida. Multiplicá-lo pelo kWh de uma secagem cria um rateio médio, não o custo marginal causado por aquele ciclo. Mantenha os dois resultados identificados, em vez de apresentar um deles como “o custo verdadeiro” para todo uso.
Em unidades do Grupo A, a estrutura pode incluir cobrança de demanda em kW além do consumo em kWh, e modalidades horárias podem diferenciar preços por período. A demanda depende da potência registrada em intervalos de medição e não é automaticamente atribuível a cada ciclo; avaliá-la pede a fatura e o perfil de carga da unidade. Se o objetivo é formar preço ou projetar operação, apresente separadamente energia/combustível medidos, rateios adotados, custos fixos e qualquer componente de demanda. Isso torna as premissas verificáveis sem afirmar que o valor por ciclo contempla todos os gastos do negócio.
Se houver energia solar, créditos, contrato de mercado livre ou outra regra de compensação, a fatura efetiva pode não equivaler ao custo econômico de gerar ou comprar cada kWh. Nesse caso, documente a regra contábil adotada e confira o contrato ou demonstrativo; não use uma tarifa residencial publicada para representar automaticamente o custo de uma unidade comercial.
Erros que distorcem a comparação entre ciclos
- Confundir kW com kWh: potência nominal não substitui leitura de energia acumulada.
- Multiplicar potência pela duração anunciada: isso pressupõe funcionamento constante na potência nominal durante todo o tempo.
- Misturar circuitos: se o medidor registra outros equipamentos, o delta não pertence apenas à secadora.
- Comparar períodos diferentes: tarifa, bandeira, posto horário e tributos podem mudar. Marque as datas da medição e da fatura correspondente.
- Tratar ciclos diferentes como iguais: seque cargas ou programas distintos sem registrar essa diferença e a média perde significado operacional.
- Dividir fatura total por ciclos e chamar de consumo: esse rateio mistura equipamentos, espera e parcelas não variáveis com a secagem.
Uma planilha simples pode conter: máquina e fonte de energia; unidade de medida; leitura inicial e final; consumo calculado; data e hora; programa; observações sobre carga, abertura ou interrupção; custo unitário e fonte da tarifa; cálculo e classificação do resultado (variável medido ou rateio). Guarde a fatura e, quando possível, fotos das leituras. Assim, outra pessoa consegue refazer a conta se uma vírgula ou unidade tiver sido registrada incorretamente.
Se as leituras forem acumuladas por semana, compare o delta com o total de ciclos concluídos e incompletos no mesmo período. Diferenças grandes podem indicar ciclo de teste, consumo em espera, medidor ligado a outros usos, leitura imprecisa ou período não alinhado. Investigue antes de corrigir a conta por suposição. Para comparar equipamentos, use períodos e condições equivalentes e especifique modelo, configuração, combustível e método; uma amostra de uma máquina não demonstra superioridade geral de marca ou modelo.
Compare também o resultado: mesma massa seca de roupa, tecidos e condição de entrada, com grau de secagem equivalente ao final. Um programa que deixa a carga mais úmida pode gastar menos naquele intervalo e exigir complemento. Para apurar custo por serviço entregue, inclua as extensões e repetições necessárias à conclusão, sem apagar o registro dos programas individuais.
Como usar o resultado sem transformar estimativa em promessa
O número medido ajuda a estimar o componente energético de um serviço, revisar premissas de preço e acompanhar mudanças de operação. Para isso, informe sempre a unidade, período, tarifa aplicada, quantidade e método: por exemplo, “média dos ciclos completos observados no período, com quantidade de ensaios, datas, consumo medido e custo unitário documentados”. Não compare uma medição de ciclo com um valor mensal dividido por faturamento, nem use uma tarifa antiga como se estivesse vigente.
Em uma implantação ainda sem máquina em operação, não existe consumo por ciclo medido daquela unidade. Pode-se criar um cenário de planejamento com premissas explícitas, mas ele deve permanecer separado do dado observado. Use documentação técnica do SKU e da versão efetivamente adquirida para entender requisitos e limites do equipamento; uma potência indicada em ficha não vira consumo garantido, custo de ciclo ou previsão de economia.
O cálculo não demonstra demanda, faturamento, margem, payback nem lucro. Esses resultados dependem de volume de ciclos, preço cobrado, ocupação, outros custos e condições locais. Para organizar os demais componentes de implantação e operação, a Mentoria SPL é um caminho complementar de orientação, sem substituir a validação técnica da máquina e da instalação.
Perguntas frequentes
Como calcular o custo de energia de uma secadora por ciclo?
Meça a diferença de kWh antes e depois do ciclo e multiplique pelo custo variável por kWh aplicável à unidade e ao horário da medição. Use a fatura da loja e identifique o período tarifário; não inclua automaticamente custos fixos ou demanda nesse resultado.
Posso calcular kWh por ciclo usando potência e tempo?
Só como aproximação sob a hipótese de potência constante durante todo o período, hipótese que normalmente não comprova a operação real. Para custo observado, use medidor de energia e a diferença de leituras em kWh.
A tarifa publicada pela ANEEL é o valor final da minha conta?
Não necessariamente. A ANEEL informa que o ranking de tarifas homologadas não contempla todos os tributos e itens da fatura, incluindo bandeiras e contribuição de iluminação pública. Confira a conta e o enquadramento da sua unidade.
Como calcular secadora a gás quando o medidor é compartilhado?
A leitura do medidor compartilhado inclui todos os equipamentos conectados e não permite atribuir o total a uma secadora. Use medição dedicada ou isole outros usos com segurança. Some também a eletricidade auxiliar medida da secadora e identifique qualquer resultado agregado como tal.
O custo de energia por ciclo inclui demanda e todos os custos da lavanderia?
Não. O cálculo variável inclui a energia medida vezes o preço variável aplicável. Demanda, iluminação, consumo em espera, aluguel, manutenção e demais despesas precisam ser medidos ou rateados separadamente, com o critério informado.
Fontes e método
Análise documental com fontes indicadas abaixo. Não representa ensaio independente, vistoria de endereço ou cotação fechada. A SPL indica fornecedores e pode ter relação comercial com as ofertas indicadas.
- Ministério de Minas e Energia — Potência e consumo de energia: o que são e como impactam na conta de luzConsulta: 2026-10-22
- ANEEL — Modalidades TarifáriasConsulta: 2026-10-22
- ANEEL — Tarifas e Informações Econômico-FinanceirasConsulta: 2026-10-22
- ANEEL — Bandeiras TarifáriasConsulta: 2026-10-22
- ANP — GLPConsulta: 2026-10-22
- Comgás — TarifasConsulta: 2026-10-22
- ANP — Levantamento de Preços de Combustíveis (inclui GLP)Consulta: 2026-10-22
- ANP — Gás Natural: regulamentação das especificações e controle de qualidadeConsulta: 2026-10-22
- Alliance — ficha STEWXA/STGWXA: alimentação elétrica e opções de aquecimento, sem uso como consumo medidoConsulta: 2026-10-22



